domingo, 24 de outubro de 2010

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A morte e o amor. Porque o amor, como a morte, também existe — e da mesma forma dissimulada. Por trás, inaparente. Mas tão poderoso que, da mesma forma que a morte — pois o amor também é uma espécie de morte (a morte da solidão, a morte do ego trancado, indivisível, furiosa e egoisticamente incomunicável) — nos desarma. O acontecer do amor e da morte desmascaram nossa patética fragilidade.
Como amor e morte não se separam — feito quem diz ―era uma vez...

(Trecho do texto Em Memória de Lilian)

Caio F.

Os homens precisam da ilusão do amor da mesma forma como precisam da ilusão de Deus. Da ilusão do amor para não afundarem no poço horrível da solidão absoluta; Da ilusão de Deus, para não se perderem no caos da desordem sem nexo.

(Trecho do conto Os Dragões não conhecem o paraíso)